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Mauro Veríssimo
"À minha Bella, a mulher mais admirável dos jardins dos meus sonhos. Minha vida, a ti pertence."
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Eterno Amor




O que aconteceu entre nós?
Por que tudo acabou?
O nosso amor era tão lindo.
No entanto, tudo não passa de lembranças,
De alguém que saiu  e agora está distante,
Ela que era tudo o que fazia sentido.
Sem o meu amor, tudo se pôs a perder,
A não ser, tentar reaprender a viver.
 
Deixei de ser o símbolo da sua idolatria?
Estar comigo não era tudo o que você tanto queria?
Por que você me beijou naquele dia com tanta euforia?
Para me ensinar a voar e depois me jogar ao chão?
Você era tudo o que existia dentro do meu coração,
Com você, eu aprendi a fugir da solidão.
 
Não sou o amante perfeito,
Mas amei você com tudo o que tinha em mim,
Mais do que qualquer um já amou.
Lembre-se que você esteve sempre aqui,
Enrolada em meus braços, acariciando o meu rosto,
Como viver sem isso agora?
 
Passarei a viajar como um rio,
Caminhando e seguindo o curso do destino,
Não voltarei, nem ficarei a deriva,
Apenas viverei, apenas viverei.
 
E assim entenderei tamanho choque,
Que é a perda de alguém que sempre amei.
Desde menino, sua luz vive em mim,
Amor de infância, maduro pelo tempo,
Sereno como a flor, lindo como a própria vida.
 
Realmente trilharei uma vida sem brilho,
Serpenteando aqui e ali, a espera de um dia,
Criar um novo sentimento dentro de mim,
Para me livrar dessa tormenta que nunca tem fim.
 
Às vezes, depois da temida tempestade,
É que se encontra a tão sonhada calmaria,
Que ficamos a buscar durante a vida.
Para achar as respostas perdidas,
Soluções de perguntas, há muito antigas.
 
Não sei quanto tempo levará,
Até a minha dor se dissipar,
Tenho medo de achar um novo amor,
E desistir daquela que um dia existiu em mim.
 
Mas ela se foi e a minha vida também.
Mesmo assim, preferiria insistir até o fim,
E achar algo em mim,
Para chamar-lhe a atenção,
Onde quer que estivesse,
Pelo menos para ter o seu sorriso,
Aquele sorriso que jamais esqueci,
E que, há muito está distante.
 
Lembro-me da primeira vez em que a vi,
E do tempo que passamos juntos,
E do dia que nos sentamos naquele jardim,
Você admirava os meus olhos, o meu rosto,
Tudo girava em torno dos nossos sonhos.
 
Os pássaros brincavam como crianças,
As flores desabrochavam, em nossa reverência,
E o lindo céu azul que estava sobre nós,
Com o sol a iluminar o lago,
Refletindo a luz em seu rosto,
Que me observava sorridentemente.
 
Lembro-me desse momento,
O momento em que a beijei,
O nosso primeiro beijo,
Meu primeiro contato com o mundo,
O meu mundo, que era eu e você...
 
... Esse mundo está desabitado agora,
Não há pássaros, nem flores radiantes.
Do céu azul, que agora é cinza,
Não há outra coisa senão uma pesada chuva,
Que cai sobre mim, encharcando o corpo,
Fazendo-me sentir cada gota da dor,
Que explode a cada instante no meu peito,
Definitivamente não há vida desse jeito.
 
Veja que o que tínhamos,
Era muito lindo, muito bom,
A felicidade sempre foi o nosso dom,
Adoraria ver você voltar,
Para que esse sentimento sombrio,
Deixasse de existir, viesse a terminar.
 
Voltarei ao lago e lá ficarei,
É a minha decisão final,
Por você eu esperarei.
Não preciso ir a lugar nenhum,
Tudo o que preciso é a grande esperança,
De um dia lhe rever.
 
Você continuará sendo por mim muito amada.
O mesmo amor que aquele menino frágil e esguio,
Criou no primeiro dia em que a viu,
Nunca deixarei de amar você,
Nunca cansarei de amar você,
Linda mulher, que continuará sendo,
Tudo o que faz sentido,
Nessa minha existência.
 
Mauro Veríssimo
Enviado por Mauro Veríssimo em 10/07/2010
Alterado em 07/08/2015

Música: May It Be - Enya

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