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Mauro Veríssimo
"À minha Bella, a mulher mais admirável dos jardins dos meus sonhos. Minha vida, a ti pertence."
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Iara, a Rainha do Mar
 
 



Às vezes eu paro e olho o tempo,
O mesmo tempo que gira ao redor de mim.
Fico com um sentimento de desalento,
Um doloroso sentindo de estar perdido no tempo.
 
E viajo em busca da base segura,
Para poder enxergar a imensidão do céu.
Esse terreno tem que ser seguro e hospitaleiro,
Para que possa ir aos céus num tiro certeiro.
 
Vou às águas dos rios e dos oceanos,
Iara, ó Iara, preciso dos seus encantos,
Saia das profundezas dos rios,
Dos recantos dos mares,
Mostre-me a base segura para conseguir,
Não sentir medo de voltar e partir.
 
E veja a maravilha de mundo,
Que escolheu para mim,
Daqui do alto serei forte, serei belo,
Serei anjo, serei deus, um ser abençoado,
Pelo meu elo com este universo,
Que você reservou para mim.
 
Pode passar o tempo, o vento e a pluma,
As belezas de uma vida plena.
Jamais esquecerei nosso elo de amor,
Sentimento puro e intenso,
Que girou por nossas vidas desde o nascimento,
E nos elevou as alturas da maioridade.
 
Agora vives nos rios e mares do destino,
Vendo a sua fauna a sua volta.
Enquanto vivo no mundo dos sonhos,
Sonhando acordado e vivendo dormindo.
Sem esperanças de retorno do bom e velho amor,
Que nos abraçava a todas as manhãs.
 
Nesse tempo tardio, vejo a sua primavera chegar novamente,
O sol a se alinhar como a tantos anos, solene e divinal.
E você surgir das águas como a terna rainha,
A abençoar os filhos da terra que gira ao seu redor,
A Grande Mãe, acariciando aos seus velhos filhos.
 
Abençoa-me grande senhora, pois a idade leva-me a vida,
O ar não sopra em meus pulmões como antes,
Tão pouco o coração bate no cotidiano compasso,
A carência de amor é extrema e necessária,
Para que o tempo que ainda tenho se prolongue,
Como os passos dos rios do seu reinado.
 
Sei que a vida é efêmera tanto quanto uma onda marinha,
Que ao se chocar contra os rochedos, vira espuma e brisa.
Quero viver o tempo presente e o que me resta de futuro,
Para ver os seus frutos grandes e vitoriosos,
Conquistando todos os espaços da abóbada celeste,
Quero que todos idolatrem a você, que é uma história divina.

Agradeço por esse tempo que tivemos terna rainha,
Já que me protegeu e me ergueu dos mundos sombrios,
Para que pudesse ver a luz do sol,
Limpa e pura quanto o ar que respiras.
Quero sempre poder estar ao seu lado,
Enquanto a vida nesse corpo suportar.
 
E que muitas primaveras eu venha a presenciar,
Para que dos reinos marinhos possa ver você voltar,
E os frutos da fauna e flora você venha a abençoar.
Feliz primavera e salvas a rainha das águas.

 
Mauro Veríssimo
Enviado por Mauro Veríssimo em 23/09/2011
Alterado em 07/08/2015

Música: Sete Cidades - Legião Urbana

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