Dilemas de Uma Sorte Aparente
O que será a confiança?
Como poderemos classificar
O que está além das nossas mentes?
E transformar essa vida em caos aparente,
Num clima suave e de plena harmonia?
A vida é uma sintonia de sentimentos
Que afloram na pele e explodem.
De uma centelha faz-se o amor,
Este sentimento que alegra
E deixa sorridente o cidadão solitário,
De olhar alegre e coração ausente.
Estar no Arpoador é um sonho,
Viver a vida em si é um sonho,
Só não será sonho
Viver esta vida sem poder viver a vida.
Já que os cegos de coração
Não buscam a alegria,
Tentam apenas encontrar soluções
E acabam exterminados
Pelos sentimentos que constroem,
Pela vida que deles se esvaiu.
Confesso que tenho sorte,
Não vivo para construir soluções.
Acredito na verdade que vive à minha volta
E no amor que sinto,
E que está além do mar.
Como seguir a quem se quer amar?
Separado por um oceano de possibilidades
Que não deixam outra opção a não ser esperar,
E viver uma existência em total solidão,
Fazendo o corpo sobreviver fragilmente
Por um sentimento vão, de um amor aparente.
A tarde chega rápido,
A noite me deixa de coração partido.
Será mais uma noite sem amor,
Mais uma noite sem você.
Menina linda, de aura iluminada,
Que renasce a todo amanhecer,
A mulher que é a mais pura ternura.
Irei caminhar pelo meu terno dilema,
O de viver uma existência solitária,
Esperando um ancoradouro seguro chegar.
E esse ancoradouro é você,
Minha lua de amor,
Que rege o meu destino
Para além do fim da minha existência.