Suave, Serena e Delicada
Olhos perdidos, passos desvairados,
Com um sentimento ardente, suave e delicado,
Que ruge com o vento e sussurra descuidado,
Deixando surgir, entre seus mistérios,
A silhueta de uma mulher apaixonada.
Ela anda como a brisa serena,
Que sem destino chega
E sem destino segue o seu curso,
Sozinha e solitária.
Passa pelas praias de sol ardente,
Busca aquele que possa guiá-la
Neste mundo ébrio e desatinado,
Para voltar ao mar
E viver seu eterno caminho.
Ao cair da noite, ela se esconde,
Pois o luar traz o temor:
O envio de um pedido,
O preço da vida de um ser.
Um ser que, ainda moço,
Perde a vida sem conhecer um grande amor.
Esse perdido sou eu, esse moço sou eu,
À procura daquilo que mais me amedronta:
O seu doce olhar,
Que desejo que seja sempre meu.
Você nasce das ondas e me encanta,
Deixa-me hipnotizado, apaixonado.
O mar entoa cânticos de amor,
E o coração dispara por aquilo que anseio.
A sua aparição é uma lenda que sussurra,
Como uma brisa vaidosa,
Viajando ao sabor do tempo.
Desejo ser forte e paciente
Para esperar serenamente.
Quando você surgir das águas,
Que eu possa em seu corpo me envolver
E sentir todas as suas curvas,
Pois é nelas que vou me realizar.
Que eu possa encontrar em sua boca
A seiva que alimentará a minha vida.
Você sempre será a minha esposa,
Cheia de encanto, banhada em sorrisos,
Obra colossal, a natureza em forma viva.
Aqui permanecerá aquele que a espera sem cansar,
Escutando a brisa e as ondas do mar.