Mauro Veríssimo
"Não posso dizer o que não sei, mas posso dizer que a amo intensamente. Minha vida, a ti pertence."
Textos

Claros Montes

De cabelos loiros e pele rosada,
Um encanto de mulher, uma beleza delicada,
Que vive sozinha, sem ainda ser amada.
Está à procura de um grande amor,
Um ser afortunado e de qualidades raras.
A lenda é mística e brilhante como o luar,
Que ilumina a vida de quem passa por aquelas terras.
Olhando para o alto e ao longe, avista-se Claros Montes,
Onde a história narra a vida dessa linda mulher,
Que nasceu para amar, que nasceu para encantar.

Claros Montes é uma cidade sagrada,
Onde o amor vive intensamente todos os dias,
Num elo infinito com seus moradores,
Seres encantados que não sentem dor nem pavor,
Pois foram abençoados por uma doce menina,
Que sorri durante a noite e vive alegrias durante o dia.
De olhar doce, cativante e sem igual,
Ela é o símbolo do amor, com seu rosto angelical.

Hoje, a menina é uma grande mulher,
Suave e delicada como a seda,
Forte e iluminada como uma grande valquíria,
Que fez de Claros Montes sua Atlântida mítica
E cobre de amor todos aqueles que toca.
Mas sente falta daquele que vive
No mais profundo de seus pensamentos.
A ele deseja unir-se,
Para que os dois se tornem um só.

Não tema, linda galega: o amor a encontrará,
Despertará a paixão em seu espírito, animará seu coração
E tornará sua aura leve como a pluma mais fina.
Os montes escuros se tornarão alvos e belos,
E, sob a luz do amor, intensamente brilharão.
Seu sorriso voltará a ser aberto, simples e festivo.
Feliz será o escolhido que a tua boca vier a tocar.

Os contornos de seu corpo lembram as ondas de um oceano
Ou simplesmente as marolas dos lagos de Claros Montes.
Forte ou serena, tudo nela recorda a natureza,
Tudo em si faz lembrar o que representas.
Ser sagrado que viaja, noite e dia,
Em nome de todos os amores,
E deixa sua terra natal repleta de encantos.
Feliz daquele que passar por lá,
Pois um grande amor há de encontrar.

Claros Montes vive um dilema:
Sua fonte de amor e beleza
Sente a tristeza de estar fria durante a noite
E sem felicidade ao longo do dia.
Chegou o momento: o cavaleiro há de chegar,
Tomar sua mão e pôr fim à sua solidão.

Não pare, por um momento sequer, doce menina.
Busque sempre aquilo que tanto anseia,
Fuja da solidão, saia desse vazio sem fim.
Não deixe a vida desaparecer de seu espírito,
Não desista de encontrar seu grande amor,
Pois o seu amor nunca desistirá de você.

Quem dera eu ser esse cavaleiro!
Quem dera fosse meu
Esse amor verdadeiro!
Eu o buscaria nas auroras,
No canto dos pássaros,
Viajando sem perceber a passagem do tempo.

Por seu amor, o tempo deixaria de ser tempo.
Restaria apenas o toque do vento solidário,
Que, trazendo o perfume delicado de seu corpo,
Me lembraria do maior símbolo da minha vida:
A rosa mais ilustre da cidade mais linda,
No alto dos montes que, desta planície, contemplo.

Mas sou apenas o orador, nada sou,
Sou apenas o orador
Que deseja toda a sorte do mundo
À menina de Claros Montes,
Que nasceu para dar vida,
Mas enfrenta um doloroso dilema:
Amar e ser amada
Por um sentimento que jamais tenha fim.

Sou seu terno adorador,
À procura de um grande cavaleiro
Que, por amor, percorra o mundo
Para encontrar o ser iluminado
Que a fará feliz para sempre.
Será esse o meu grande presente:
Entregá-lo à menina encantada,
Para a felicidade dela
E de todos os habitantes da cidade sagrada.

Para isso, viajo entre noites frias e dias ensolarados,
Em busca de alguém que represente a sua metade,
Que a cubra com suas asas,
Que a proteja durante todos os dias
E a mantenha viva e sempre apaixonada,
Assim como todos os moradores de sua cidade.

A cidade permanece nos confins das montanhas,
Alvas como as mais belas plumas,
Altas como os sonhos mais sagrados...

...Feliz daquele que vive em Claros Montes.

Mauro Veríssimo
Enviado por Mauro Veríssimo em 04/02/2011
Alterado em 08/09/2026
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