O Amante Cibernético
Uma vez, amor, toda vez, amor,
Uma voz de dor, com silêncio e clamor.
Sentimentos que voam ao vento,
Lamentos de um observador a espera.
Da felicidade, mesmo que tímida,
Desta vida transcorrida.
E vislumbrar a esfera celeste,
Sem se preocupar com o que se veste.
Horizonte de esperança, uma dança,
O olhar flamejante da amante,
Um sussurro perdido no mar profundo,
Sonhos de um garoto descuidado.
O mundo é infinito dentro deste quarto.
Vejo você na tela. Quem está na tela?
Não é você, nem sequer a sua essência,
Apenas uma imagem iluminada
Neste imenso quarto que me guarda.
Não lamentarei, não chorarei,
Apenas irei cantarolar
Cânticos de paixão
E viajar virtualmente
Para roubar o teu beijo
E ficar extasiado
No silêncio deste quarto.