À Mercê da Hipocrisia, Jamais!
Às vezes escrevo coisas sem sentido, ridículas e até estúpidas; as letras não batem, os fonemas não se juntam. Geram risos e tristezas aos olhos do leitor. A minha vida é assim: entre risos e tristezas, pessoas que aparecem radiantes como o sol e desaparecem como em um obscuro eclipse solar.
Em alguns casos, eu entendo; no entanto, não compreendo. Por que as pessoas precisam ser assim? Como se o mundo fosse um teatro e elas, os atores, fossem forçadas a contracenar a contragosto, apenas para manter o público cativo e radiante?
Não acredito nisso. Prefiro viver a minha vida de forma simples e tranquila a ficar fadado a um cenário artificial, sem brilho autêntico. Vejo a história, vejo o tempo, olho as estrelas e o céu sem fim, mas não encontro respostas para o sentimento de desilusão que a sociedade atual deixa aqui, em meu peito.
Quero dizer que, mesmo em minha versão mais simplória, jamais deixarei de me ver como um ser em eterna reinvenção, buscando sempre ser melhor do que a versão anterior, em uma evolução natural e sem barbarismos. E sempre serei esse poeta romântico, que sonha em estar com a cabeça no colo da querida amada, para que, quando eu estiver em seu mundo, possa confundir o brilho de seu rosto com a magnitude infinita do céu e das estrelas.
Sim, sou uma pessoa simples e sonhadora, mas ciente de que, para todo início de um projeto de vida, deve haver simplicidade e naturalidade no saber viver. Dessa forma, viveremos melhor e mais plenamente. Está na hora de pôr fim a essa vida hipócrita à qual nossa sociedade se colocou à mercê e voltar a viver como se deve: com naturalidade.