Essência e Existência
Paisagem perdida de uma vida paradisíaca,
Amor tecido pela natureza, de pura beleza.
A queda-d’água divinal ali erguida,
Que ao longe se identifica,
Representa o arquiteto real
Em toda a sua grandeza espiritual.
Saudades da terra natal, com certeza;
A dor do exílio corrói tudo ao redor de mim.
Talvez um dia eu volte a ser firme e forte,
E essa fraqueza finalmente possa ter fim.
Vejo a essência das coisas: sou humano;
Sinto a existência viva e rica: sou humano.
Mas deixo de ser humano
Quando essência e existência fogem de mim,
Num sussurro simples e descuidado
Que deixo transparecer a toda hora,
Quando fico longe, bem distante
Daquela terra de rica fauna e flora.
Com gente valente, gente guerreira,
Cansada pela dor do destino,
Mas sustentada por um grande alento de esperança,
Que nunca desiste, nunca se entrega;
Que vê na cachoeira distante o grande refúgio,
O lugar seguro de se viver,
Para sorrir e aprender a ressurgir.
Voltarei aos seus braços um dia, terra solene;
A essência voltará a habitar o meu peito,
E minha existência, agora sombria,
Terá um brilho vibrante
Nas águas dessa cachoeira colossal,
Que representa a tão sonhada terra jovial,
De grandes belezas e adoráveis riquezas.
...
Sempre linda serás,
Minha calorosa terra natal!