Alienação Social
Acho triste não ter respostas para as minhas perguntas, mas pior ainda é não encontrar alguém que as responda comigo. Catastrófico é não haver quem se disponha a ajudar para que, em grupo, encontremos respostas às nossas respectivas perguntas — ou, ao menos, tentemos.
A alienação social é iminente, mas não precisamos aceitar de braços abertos esse mal da sociedade moderna. A degeneração e o isolamento que a tecnologia pode proporcionar deixam-nos à mercê de uma vida real e solitária, enquanto um mundo virtual, aparentemente maravilhoso, nos espera.
Maravilhoso e mortal para quem o escolhe como única realidade, pois pode se tornar um caminho sem volta: é apostar no escuro à espera de encontrar a luz, quando se pode ter o brilho do sol junto à multidão.
Não se deixe enganar pela solidão, pela mídia ou por meios bizarros de comunicação. Seja você mesmo e seja plenamente aquilo que é; mas tenha consciência de que esse seu eu social só existe verdadeiramente quando é compartilhado. Caso contrário, você será uma vida que ninguém vê: uma luz negra no vazio.
Não se valorize nem se desvalorize a ponto de ter apenas a própria imagem refletida no espelho para observar e admirar. Isso seria como viver uma morte em vida.
Portanto, não viva como um morto. Compartilhe, publique, conviva e viva intensamente a sua vida e a vida que está ao seu redor. Seja feliz.
Temos muitas perguntas a fazer e, se não sabemos respondê-las, ao menos teremos o mundo e os amigos de estrada para nos ajudar — ou tentar ajudar — a entender por que somos como somos: humanos.