Voto Nulo: O Voto do Protesto?
Vou fazer uma paródia de uma frase atribuída a John Lennon:
“De que adianta morrer pela paz, se os que ficam só fazem guerra?”
Agora, a paródia:
“De que adiantou o povo lutar e morrer por eleições livres, se aqueles que hoje desfrutam desse direito escolhem o voto de protesto ou o voto do tanto faz?”
Devemos respeitar todos aqueles que perderam a vida tentando mudar um sistema ditatorial e antiliberal. Respeitá-los é exercer o voto com consciência.
Não gostou de nenhum candidato? O voto nulo é um direito e pode expressar a sua insatisfação. Mas é preciso compreender que ele não anula a eleição, tampouco obriga os candidatos a conquistar os eleitores que optaram por anular o voto.
Na prática, votos nulos e em branco não são considerados votos válidos na apuração.
Por isso, o verdadeiro protesto não deve terminar diante da urna. Ele precisa continuar na cobrança por candidatos melhores, em maior participação política, no acompanhamento dos mandatos e na recusa a promessas vazias.
A sociedade conquistou, com a luta e o sofrimento de muitos, o direito de escolher seus representantes. Não desvalorize esse sacrifício votando por impulso, por brincadeira, por fama ou apenas para demonstrar revolta.
Escolha pessoas preparadas, comprometidas e dignas de confiança.
Quer protestar? Informe-se. Questione. Fiscalize. Cobre resultados.
O voto consciente não é apenas um direito: é uma responsabilidade com a democracia.
Vote com consciência.