Paz, Amor e Simplicidade! – O Trinômio Sagrado de Deus!
Acho triste ver uma pessoa que se considera dona da verdade por causa da religião. Acho pobres de espírito aqueles que usam tais ferramentas para demonstrar que estão certos e que o restante do mundo está errado, diante de uma teoria egoteocêntrica.
Observo, tristemente, a guerra entre religiosos de igrejas neopentecostais, católicos e seguidores de religiões afro-brasileiras, em torno do direito de estar certo e de se considerarem o elo entre o Ser celestial e a Terra. Trata-se de uma autêntica demonstração da alienação social existente em nossa sociedade.
Nada tenho contra quem deseja professar a própria fé. Se uns querem que Deus seja Javé, que assim seja; se o chamam de Jeová, amém; se o reconhecem como Alá, que assim seja também. Vivemos em um país livre, onde artes, culturas, tecnologias e sociedades convivem. Por que, então, a religião deveria ser uma ciência específica, na qual apenas uma crença seria dona de toda a verdade, enquanto as demais doutrinas teológicas seriam meras seitas que levam ao caos?
Considero uma grande ignorância o comportamento dessas pessoas. São verdadeiros fanáticos religiosos que, em vez de tentarem resolver os problemas de forma correta, atacam-se pela internet, pelo rádio ou pela televisão. Com isso, apenas aumentam a audiência daquilo a que tanto se opõem.
Se quisermos dar o verdadeiro exemplo daquilo que não desejamos para o nosso meio familiar e para o ambiente social em que vivemos, pratiquemos a caridade e a bondade com amabilidade, por meio da paz, do amor e da simplicidade. Essas qualidades não precisam pertencer a uma religião, a uma seita ou a um culto para demonstrarem o seu valor e cumprirem o seu papel neste mundo.
Que um dia o ser humano possa, neste lar universal, enxergar a luz da sabedoria divina e perceber que o amor que consideramos divino está muito além das leis mesquinhas criadas pelas religiões, antigas ou atuais. Esse amor é simples de seguir: basta olhar para as nossas criancinhas. O coração delas é a chave para enxergarmos, de forma única e definitiva, todo o amor de Deus — esse Deus, sim, com “D” maiúsculo.
A sociedade pode corromper o homem, e o uso distorcido da religião pode desvirtuar o verdadeiro e único amor que Deus tem por nós. Por isso, deixemos a guerra religiosa de lado. As Cruzadas aconteceram há mais de meio milênio; será que nada aprendemos durante esse período?
Portanto, deixem a guerra teológica de lado: vivam! Quando se deseja ser discípulo de Deus, basta levantar-se da cadeira e lutar pela caridade, ajudando o povo sem pedir dinheiro em troca, seja dentro ou fora das igrejas.
Dessa forma, você fará com que o amor não tenha fronteiras. Não podemos atribuir uma razão social a um sorriso sincero, a um gesto amigo ou a um abraço caridoso. Vamos transformar este planeta em um lugar muito mais angelical e humano, usando apenas a paz, o amor e a simplicidade: o verdadeiro trinômio sagrado de Deus.