Esse Menino Chamado “Tempo”
Às vezes, paro e penso no “Tempo” universal. Fico imaginando como perdemos esse menino chamado “Tempo” com coisas que deveriam ser ignoradas em nosso “Tempo” pessoal, tão curto e delicado.
Imagino o poder do amor e da verdade, constantemente derrotados pela hipocrisia que as emissoras de TV espalham pelas telas dos televisores de nossa “Pindorama” apenas para vender notícias. Não importa se elas são honestas ou forjadas: o que vale é o sucesso, a qualquer custo!
Reflito sobre como somos tão falsos uns com os outros a tal ponto que a mentira chega a ser um hobby!
Aquilo que, em outros “Tempos”, era degradante, hediondo e fútil tornou-se o tom de nossa atualidade. Os pensadores que fizeram época precisam conformar-se com as aberrações que a mídia atual apresenta e cultua como manifestações do pensamento moderno.
Não sei o que esse “Menino” pensa sobre nós, mas sei o que penso a respeito “Dele”.
Creio que, a cada dia que passa, “Ele” deseja que a humanidade acorde desse terror em que vivemos. É um pesadelo formado por filosofias e ideologias que, na realidade, nada têm de filosóficas nem de ideológicas.
Soma-se a isso a enxurrada de modinhas criadas pelos meios de comunicação, que fisgam mentes frágeis e as transformam em “minions”, retransmissores de disparates difundidos por rádio, televisão e mídias sociais.
Não sei se o “Tempo” tem idade, mas, ao menos, tenho esperança de que “Ele” tenha paciência para esperar por dias melhores para nossa humanidade — se é que o que vejo hoje em dia em meu país ainda pode ser chamado de humanidade.