À Saquarema
Uma praia, praia bela,
Linda de festas e belas serestas,
Cantarolando canções de amor,
Em busca da terna moça apaixonada.
Olho ao norte, olho ao sul:
Brancas areias e um mar azul,
Azul profundo de amores e mistérios,
Que mantêm atentos os cantores,
Pois não podem deixar a bela mulher ao relento.
Esta mulher,
Que se multiplica aos milhares,
Sendo uma e inúmeras, num milagre glorioso,
É amada por todos e desejada por muitos.
Que a seiva do amor entoe, pelo ar,
Cânticos de paixão,
E que a linda e majestosa deidade
Ande sobre as águas de Saquarema,
Iluminada por Apolo, abençoada por Zeus,
Com a beleza da brilhante Afrodite
E a inteligência da divina Palas Atena.
Uma jovem bela e serena,
Grande como o Sol,
Linda como a Lua,
Uma graça de pura ternura,
Uma princesa que ilumina este jovem
Que vive por essa linda e apaixonante mulher.
E fui eu o escolhido
Para ser o objeto do seu amor,
Pois é esse amor que me faz forte e imortal
E me permite vencer as barreiras de todo mal.
Agora sou o herói grego,
Lutando por minha grande amada,
Por este mar de sonhos.
Sou o grande poeta lutador,
O guerreiro romântico
Das praias que me viram nascer.
Sou grato a você, mulher-princesa,
Menina divina, de graça ímpar.
Nenhum dia viverei sem você,
Pois, quando isso acontecer,
Será um dia sem sol,
Um tempo em que a Terra há de se perder.
Esse fim nunca acontecerá
Enquanto eu tiver como luz
A linda princesa do mar,
A guerreira de terras distantes
Da minha amada Saquarema.