Maria de Nazaré
Ó minha grande Mãe Maria,
Segura minha mão pequena
E dá-me Tua graça serena,
Pois o cajado está pesado
E o peso da cruz é muito duro.
O dia não nasce, e a noite permanece
No meio deste oceano vazio;
Por mais que eu lute, nada acontece.
Vem brilhar como o sol matutino,
Seja a minha bússola inspiradora
Para eu sair deste sofrimento supremo.
Guia-me neste mar de ilusão,
Ó sagrada e delicada Senhora,
Para que eu não me perca
Nem tampouco te esqueça.
Seja o meu símbolo de amor,
E que a tua paz me reconduza
À sonhada e tão doce casa
Dos anjos dourados que te seguem
Por todo este planeta-mundo.
E que volte a brilhar em mim a luz branca
Dos tempos da infância inocente,
Em que, nos teus braços, rezava
E, no teu colo, dormia e sonhava
Com os prodígios do futuro
Que se fariam no longínquo presente.
Este presente, hoje banhado de lágrimas
Do teu filho peregrino e errante.
Que a tua energia volte a passar por mim
E que Tu revigores este corpo sombrio,
Para que ele volte a brilhar ao som do Teu nome:
Amor dourado de uma dedicada e grande Mãe,
Linda por natureza e sagrada em meu coração.